pavilhão de barcelona - mies van der rohe


Apresentação

 este blog foi criado como forma de apresentação de uma trabalho da disciplina de teoria e história da arte 2, do curso de arquitetura e urbanismo, da universidade federal de uberlândia, pelas alunas anna cláudia zelante menegasso e camila ribeiro campos. eletem o intuito de apresentar o Pavilhão de Barcelona, projetado por Mies Van der Rohe. Para tal, foi desenvolvida uma maquete eletrônica da qual foram geradas imagens aqui apresentadas.



Escrito por Anna Cláudia e Camila às 13:09
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Mies Van der Rohe e o Pavilhão de Barcelona (1929)

O auge da fase inicial de sua carreira veio com o Pavilhão do Estado Alemão da Exposição Mundial de Barcelona de 1929, a Casa Tugendhat em Brno, em 1930, e a casa-modelo erguida para a Exposição da Construção em Berlim, em 1931; e a característica mais marcante destas três obras é a ordenação espacial centrífuga horizontal, subdividida e articulada por planos e colunas independentes.

O pavilhão de Barcelona é uma composição suprematista-elementista, apesar das associações clássicas de seu traçado regular de oito colunas e do uso liberal dos materiais tradicionais. A regularidade da estrutura e a solidez de sua base em travertino são reflexos da tradição de Schinkelschüler evocada por Mies. Ele é estruturado simplesmente em oito colunas cruciformes que suportam sua cobertura horizontal. Alguns deslocamentos no volume do pavilhão, foram criados a partir de leituras ilusórias de superfície, como a obtida pelo uso de biombos de vidro verde, que emergem com os equivalentes especulares dos principais planos confinantes; e esses planos revestidos por mármore verde polido de Tinian, refletem os realces das barras verticais, cromadas e vitrificadas, que sustentam o vidro. O contraste d de ônix polido, e a parede que flanquea o terraço principal com sua piscina refletora- onde a água distorce a imagem espelhada do edifício-, são os termos de textura e cor encontrados no projeto.

Esse pavilhão deu ensejo à apresentação de uma peça clássica de mobiliário, a cadeira de Barcelona , que era uma das cinco peças neoschinkelescas desenhadas pelo arquiteto nos anos 1929-30,]. Essa cadeira sustentada por uma estrutura de aço soldada e cromada e guarnecida de couro de boi com botões.

Pavilhão alemão em Barcelona

Mies estava no auge de sua carreira na Alemanha, quando foi convidado para projectar o pavilhão alemão para a Feira Mundial de Barcelona em 1929, hoje ícone da modernidade. Em 1930, ele assumiu a direção da Bauhaus, em Dessau.

Expoente da Nova Arquitectura, Mies foi convidado a leccionar na Bauhaus, fundada pelo seu colega - e crítico - Walter Gropius.

Pertencem a este seu período algumas peças de mobília modernista, onde aplica novas tecnologias industriais, que viriam a se tornar particularmente populares até os dias de hoje, como a Cadeira Barcelona (e mesa) ou a Cadeira Brno.

É desse período o seu projeto mais famoso, o Pavilhão Alemão da Feira Universal de Barcelona: uma estrutura bastante leve, sustentada por delgados pilares metálicos e constituída essencialmente por planos verticais e horizontais.

Após a Exposição, o Pavilhão foi demolido, mas sua importância foi tal que voltou a ser construído na década de 1990, como homenagem ao arquitecto e como símbolo do Modernismo.

Mies parece ter adoptado, a partir dessa altura, a missão de criar um novo estilo e uma nova arquitectura que representasse a época que se iniciava - tal como a Arquitectura Gótica representara a Idade Média.

Tal arquitectura deveria ser guiada por um processo criativo assente em pressupostos racionais. Contudo, tal demanda viria a ser interrompida pela depressão económica e pela tomada do poder pelos Nazis, a partir de 1933.

A escola Bauhaus, financiada pelo governo, seria forçada a fechar as portas devido a pressões políticas do partido Nazi que a difamava como comunista.

Mies van Der Rohe era considerado na altura como um dos membros mais proeminentes da arquitectura vanguardista alemã.

Tal como Gropius, trabalhara no atelier de Peter Behrens e tornara-se famoso nos anos 20 com projectos pioneiros para arranha-céus de vidro.

Em abril de 1932, quando os nazistas queriam fechar a Bauhaus, Mies transferiu-a, com financiamento do próprio bolso, para um galpão industrial em Berlim-Steglitz. Em julho de 1933, ela foi fechada pelos nazis. Mies não se considerava uma pessoa politizada. É interessante seu comentário sobre um colega que havia trabalhado para os nazistas: "Não o desprezo por ser nazista, mas por ser mau arquitecto".

Os anos de 1930 não foram fáceis para Mies, que não conseguia construir e vivia dos móveis que havia projetado.

Emigrou para os EUA em 1938, aceitando o convite para dirigir o departamento de arquitetura do Instituto de Tecnologia de Illinois, em Chicago, cujo campus também projectou.

Na posse, foi saudado por Frank Lloyd Wright, que anos mais tarde o acusaria de haver fundado um novo classicismo nos Estados Unidos.

A residência projectada para a senhora Farnsworth, em 1950, valeu-lhe um processo e, em época de caça às bruxas, a acusação de ser obra de comunista.

Mies deu um carácter clássico à sua arquitetura nos Estados Unidos. A sua obra tornou-se mais estática, sem o jogo de diferenças que enriquecia a sua arquitectura anterior. Terminada em 1969, ano da morte de Mies, a Neue Nationalgalerie de Berlim, seu único projecto construído na Alemanha após a II Guerra, comprova este classicismo, embora apresente a mesma conquista espacial de seus projetos anteriores.

Nesta fase (1929) que surge a famosa cadeira Barcelona, criada para o pavilhão com o mesmo nome e que mais do que qualquer outra, terá imortalizado este arquitecto como grande ícone do Design do século XX. Na cadeira Barcelona o aço tubular é substituído por uma chapa de aço plano, no que se constitui como uma inovação considerável para a época.

Tal como acontece com as suas obras arquitectónicas, a elegância largamente reconhecida do mobiliário de Mies Van Der Rohe é o produto não só da preocupação em utilizar materiais inovadores e exclusivos, como também da especial atenção para com as proporções e o detalhe.

Referências

FRAMPTON, Kenneth. História crítica da arquitetura moderna. São Paulo: Martins Fontes, 1997. Mies van der Rohe e a importância do fato, 1921 - 1933 (pp. 193 - 200). Capítulo Dezoito.



Escrito por Anna Cláudia e Camila às 13:06
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Imagens da maquete eletrônica

 

 



Escrito por Anna Cláudia e Camila às 12:47
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Histórico


    Votação
    Dê uma nota para
    meu blog



    Outros sites
     UOL - O melhor conteúdo
     BOL - E-mail grátis